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sábado, 16 de janeiro de 2016

Alerta: O apocalipse 18,2 acabou de acontecer (legendado em português)


O vídeo original é produção do Mosteiro da Sagrada 
Família. 
(Nesta edição, o legendado em Português é próprio).


Este vídeo explica a relação direita entre o evento "Fiat Lux" do Vaticano (08-12-15) e o cumprimento do escrito no Apocalipse 18,2. Muito Importante.

O texto do áudio:

No dia 8 de Dezembro de 2015, na festa da Imaculada Conceição, O Vaticano levou a cabo um evento de luzes (“fiat lux”) sem precedentes. Este foi um milionário evento de propaganda pela “mudança climática”, com a aprovação do Antipapa Francisco. Durante este estranho evento de luzes, projetaram-se, na fachada da Basílica de São Pedro, imagens da terra, imagens de basicamente todo tipo de animais y aves, símbolos associados com a “Nova Era”, y símbolos associados com as falsas deidades do paganismo. Até vários membros da falsa Igreja do Vaticano II indignaram-se pelo evento, assinalando-o corretamente como um sacrilégio e além do ridículo, entre outras coisas. Foi um sacrilégio porque o evento tratou de maneira irreverente o que, supõe-se, deve estar dedicado para Deus. Antes da revolução do Vaticano II, a Basílica de São Pedro era o templo católico mais importante do mundo e o lar dos verdadeiros Papas. 

Um leitor nosso chamado Mike, que havia visto o vídeo e fotos de dito evento, enviou-nos um interessante correio eletrônico. Ele descreveu-nos os nomes de alguns dos animais apresentados no espetáculo de luzes, e assinalou que muitos de esses animais eram considerados impuros no Antigo Testamento. Ele também concorda com nós em que a Prostituta da Babilônia profetizada no Apocalipse é a escura e malvada falsa Igreja dos últimos tempos (isto é, a Seita do Vaticano II), dirigida desde a Cidade do Vaticano e Roma nos últimos dias.  

Como explica o nosso material em grande detalhe, a Prostituta da Babilônia NÃO é a Igreja Católica, mas é a apostasia da fé católica pela cidade de Roma. A Prostituta de Babilônia descreve à falsa igreja mundial que é seguida pela Roma apóstata em heresia e fornicação espiritual nos últimos dias, depois que Roma prevaricou da verdadeira fé católica e foi apoderada por antipapas hereges como cumprimento da profecia. Esta falsa igreja, que não é católica, está atualmente operando sob o comando do Antipapa Francisco. 

O mencionado leitor, perguntava-se se era possível que este espetáculo de luzes, que mostrou animais impuros na fachada da Basílica de São Pedro, pudera estar ligado com o escrito no Apocalipse 18,2 sob a Prostituta da Babilônia.

Apocalipse 18:2 diz: “E exclamou [o anjo] fortemente, dizendo: ‘caiu, caiu a grande Babilônia: e se converteu em habitação de demónios e guarida de todo o espírito imundo, e em guarida de toda a ave impura, e em guarida de toda a besta impura e abominável’”.

Grego: “Καὶ ἔκραξεν ἐν ἰσχυρᾷ φωνῇ, λέγων, ἔπεσεν, ἔπεσεν Βαβυλὼν ἡ μεγάλη, καὶ ἐγένετο κατοικητήριον δαιμονίων, καὶ φυλακὴ παντὸς πνεύματος ἀκαθάρτου, καὶ φυλακὴ παντὸς ὀρνέου ἀκαθάρτου, καὶ φυλακὴ παντὸς θηρίου ἀκαθάρτου καὶ μεμισημένου.”

Por conseguinte, à pergunta de se nós cremos que há uma conexão entre este espetáculo de luzes “fiat lux” e o escrito no Apocalipse 18:2 sob a Prostituta da Babilônia, respondemos: ¡Não há nenhuma dúvida! Nós acreditamos que, de facto, Apocalipse 18:2 descreve o evento de luzes (e o que representa na cena principal).

Ora, antes de proceder, deve-se assinalar que existe uma variante do texto no Apocalipse 18:2. Alguns manuscritos em grego não inclui a oração: καὶ φυλακὴ παντὸς θηρίου ἀκαθάρτου, que pode traduzir-se como: “e guarida de toda a besta impura e abominável”. Porém, muitos manuscritos em grego sim contêm essa frase. É por isso que algumas traduções e versões da Bíblia de este versículo o têm como “e guarida de toda a besta impura e abominável” (ou uma tradução similar), e outros não a tem. Mas ainda se usáramos a versão pequena, a referencia à caída da Babilônia transformando-se na guarida de todo espírito imundo e guarida de toda a ave impura, deveria deixar clara a conexão que existe entre o espetáculo de luzes feito no Vaticano e o descrito no Apocalipse 18,2. No entanto, eu creio que os manuscritos que contêm καὶ φυλακὴ παντὸς θηρίου ἀκαθάρτου (isto é, e guarida de toda a besta impura), reflete sua leitura original.

A omissão de esta frase em alguns manuscritos pode-se explicar facilmente pelo facto de que o Apocalipse 18, 2 contem elementos repetidos, tais como καὶ φυλακὴ παντὸς, καὶ φυλακὴ παντὸς. Tem sentido que o escritor ou escritores despercebidamente omitiram a ultima na série de orações. São erros como estes os que hão causado as variantes dos textos. Muitos escolásticos creem que os manuscritos que contêm “e guarida de toda a besta impura” refletem a leitura original e correta. E então, se observa atentamente o que acaba de acontecer no Vaticano, e obvio demais que os manuscritos que incluem καὶ φυλακὴ παντὸς θηρίου ἀκαθάρτου (isto é, e guarida de toda a besta impura), contêm o que São João, originalmente escreveu para este versículo.

Agora, aqui há algo mais que é extremadamente interessante. A palavra que às vezes é traduzida como “guarida” neste versículo, ou seja, Babilônia convertendo-se na guarida de todo o espírito imundo e guarida de toda a ave impura e guarida de toda a besta impura, é a palavra grega φυλακὴ. Em muitos casos φυλακὴ (em suas várias formas) simplesmente significa prisão. Veja-se, por exemplo, Marcos 6,17 e Mateus 18,30, entre outros versículos.

Marcos 6,17: “Herodes havia-se apoderado de João y havia-o posto em prisão [ἐν φυλακῇ] por causa de Herodias, a mulher do seu irmão Filipo...”.

Mateus 18,30: “mas ele negou-se e fez-o cerrar na prisão [εἰς φυλακήν] até que pagara a dívida”.

Portanto, o que São João em realidade escreveu é que o anjo exclamou fortemente dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia: e se converteu em habitação de demónios e prisão de todo o espírito imundo, e em prisão de toda a ave impura, e prisão de toda a besta impura e abominável.

E eu percebi, quando olhei para a Basílica de São Pedro e as colunas na frente dela, que a estrutura parece como uma grande prisão com barras; e logo, quando as imagens dos animais e aves eram projetadas na Basílica de São Pedro, parecia como se os animais estivessem morando ali dentro, numa grande prisão ou gaiola. Não há dúvida que o Apocalipse 18,2 está descrevendo este evento. O espetáculo de luzes é um surpreendente cumprimento direito do escrito no Apocalipse 18,2. O que está escrito aqui é exatamente como seria apresentado o espetáculo de luzes para um anjo ou para alguém de outra época que receberia uma visão de este evento. Também, algumas pessoas traduzem φυλακὴ neste versículo como gaiola. Assim, Babilônia caiu e se converteu na gaiola de toda a ave impura, e a gaiola de toda a besta impura. ¿Por acaso não soa familiar? Sim, porque isto acabou de acontecer. 

Em algumas dessas imagens, mesmo parece que as aves e os animais estão atrás das barras da gaiola querendo escapar. O Apocalipse 18,2 descreve este espetáculo de luzes porque tal foi um evento característico que igualmente é um microcosmo do que há acontecido na Babilônia. Apreendemos em 1 Pedro 5,13, entre outras coisas, que Babilônia é um nome código no Novo Testamento que tem a ver com Roma.

1 Pedro 5,13: “Vos saluda A Igreja de Babilônia, escolhida com vós outros...”.

São Pedro estava escrevendo desde Roma, mas ele a chama Babilônia. Babilônia/Roma caiu da fé católica. Ela se converteu na morada de toda coisa impura, toda coisa má, toda coisa secular, liberal, herética e ímpia. Ela há abraçado as falsas religiões, a idolatria, o paganismo, o mundo e suas mentiras.

Também se deve assinalar que os animais são chamados impuros porque estava proibido comer seu carne baixo as leis do Antigo Testamento. Essas leis já não estão em vigor. Por outra parte, algumas bestas também são descritas como abomináveis neste versículo porque, segundo as leis do Antigo Testamento, comê-las era considerado detestável ou abominável por Deus. O termo abominável igualmente pode referir-se ao facto de que algumas bestas eram consideradas como predadores ou perigosas, especialmente na época quando São João escreveu o Apocalipse. Isto não quer dizer que as pessoas devam odiar aos animais.

O facto que a Basílica de São Pedro converteu-se na gaiola de toda classe de aves e bestas impuras, também simboliza o facto de que a Cidade do Vaticano converteu-se em morada de ídolos. No Antigo Testamento, os ídolos também eram descritos como impuros. Portanto, os animais impuros projetados na Basílica de São Pedro simbolizam a aceitação em Roma da idolatria nos últimos dias, já que há caído da fé católica, Roma na verdade há-se convertido na morada da idolatria. A seita do Vaticano II e seus antipapas praticam e aprovam a idolatria e as falsas religiões em muitas maneiras.

É, além disso, interessante que um dos homens cuja obra artística e desenhos foram incluídos no espetáculo de luzes foi Andrew Jones. Ele disse que as “deidades espirituais” estiveram envolvidas ativamente em sua obra, e que consumir drogas psicodélicas ajudava-lhe para criar seus desenhos. Este é outro exemplo de como o Vaticano, baixo a grande prostituta, é a morada de todo espírito imundo. A falsa Igreja do Vaticano II promove a obra de pessoas em comunhão com demônios.

Também e muito interessante que o Apocalipse 18,2 mencione toda a ave impura antes de mencionar toda a besta impura. Pelo que se pega-se este versículo em ordem, lemos uma referencia às aves, y depois às bestas. E no mesmo espetáculo de luzes, vemos a mesma coisa. Uma das primeiras coisas mostradas foram imagens de muitas aves voando. De facto, como os sons indicam, esses primeiros animais eram gaivotas voando. As gaivotas são identificadas como aves impuras no Levítico, no capitulo 11. 

Mais diante, o espetáculo passou para mostrar toda classe de bestas, em conjunto com mais aves. Então, como o Apocalipse 18,2 descreve ao espetáculo de luzes, tem sentido que apresentara na ordem correta o que aconteceu.

Estes factos são uma notável confirmação adicional de que o que cobrimos em nossos vídeos, acerca da Besta dos tempos finais e a Prostituta da Babilônia, é tudo certo. As pessoas devem pôr atenção ao que estamos dizendo. A Seita do Vaticano II NÃO É a Igreja Católica, e as pessoas não poderão salvar-se permanecendo nela. Os reclamantes ao papado do Vaticano II não são verdadeiros papas. Eles são antipapas heréticos que dirigem uma falsa igreja. Agora mesmo Satanás –num ultimo esforço- está empregando varias pessoas com o fim de manter a adesão das pessoas, ou que reconheçam de alguma forma à Prostituta da Babilônia, a falsa igreja do Vaticano II e seus antipapas. ¡Não se deixem enganar por estas pessoas!

De facto, este incrível cumprimento da profecia no Apocalipse 18,2 significa que a Sagrada Escritura, ao identificar e condenar claramente à Prostituta da Babilônia assinala diretamente ao que está acontecendo na Basílica de São Pedro nos últimos dias.  Considere-se o que isto indica em torno dos reclamantes ao papado depois do Vaticano II.

Isto prova que a pessoa dentro da Basílica de São Pedro no momento que seja cumprido o Apocalipse 18,2 não será um verdadeiro papa.

Isto é assim porque no mesmo contexto, no Apocalipse 18,4, outra voz do Céu diz-lhes aos seguidores da Babilônia: “saí dela, Povo meu, para que não serdes compreendidos nas suas Pragas...”. A Sagrada Escritura diz-lhes às pessoas que rejeitem à Roma dos tempos finais, a Prostituta da Babilônia, e que saiam da falsa estrutura eclesiástica que governa. Se o homem que estivesse governando desde a Basílica de São Pedro fosse um verdadeiro papa no momento do cumprimento de esta profecia, a palavra de Deus nunca haveria dito: saí dela; porque um católico deve reconhecer e permanecer em comunhão com um verdadeiro Bispo de Roma, um verdadeiro papa, e a organização que ele governe.

Por conseguinte, esta é outra notável confirmação adicional de que os antipapas do Vaticano II não são verdadeiros papas, mas hereges que devem ser rejeitados em conjunto com sua nova religião.

Então, todos aqueles que peguem a falsa posição de que Francisco e os outros reclamantes ao papado do Vaticano II são verdadeiros papas, logicamente teriam que defender que o espetáculo de luzes não foi o cumprimento do Apocalipse 18,2. Mas, só veja a evidencia que havemos coberto. É muito obvio que foi seu cumprimento.

O claro cumprimento de estas profecias em Roma serve para demostrar que a Igreja católica é a única verdadeira Igreja de Jesus Cristo. O grande engano centraliza-se em enganar aqueles que pretendem seguir o catolicismo e as profecias sob a caída de Roma e sua fornicação devido à apostasia da cidade de Roma da fé católica tradicional nos últimos dias. É por isso que a fé católica tradicional é a única verdadeira fé de Cristo, fora da qual não há salvação.

Com efeito, considere-se a surpreendente continuidade entre o cumprimento da profecia do Apocalipse 18,2 e a inspirada identificação da Babilônia do Novo Testamento em 1 Pedro 5,13.

1 Pedro 5,13: Vos saluda A Igreja de Babilônia, escolhida com vós outros...

Previamente havia feito referencia de 1 Pedro 5,13. Fora do Apocalipse, 1 Pedro 5,13 é o único lugar onde o site ou lugar entendido como a Babilônia do Novo Testamento é identificado e definido. E como identifica e define a palavra inspirada por Deus à Babilônia do Novo Testamento? Não só identifica o lugar como sendo Roma, mas mais especificamente como sendo o lugar especifico em Roma onde acha-se São Pedro; porque, Roma, o site exato onde São Pedro estabeleceu-se, é o que ele chamou Babilônia. Não é fascinante, por conseguinte, que quando cumpre-se a profecia inspirada do Apocalipse 18,2 de como a Babilônia do Novo Testamento caiu e se converteu na prisão de toda ave e besta impura, não só cumpre-se em Roma, mas também especificamente, no lugar particular em Roma onde acha-se São Pedro, isto é, a Basílica de São Pedro? Porque a Basílica de São Pedro não somente representa São Pedro, mas o lugar mesmo onde São Pedro foi enterrado. La correspondência é espetacular e inspirada.

1 Pedro 5,13: “Vos saluda A Igreja de Babilônia, escolhida com vós outros...”.

Apocalipse 18:2: “caiu, caiu a grande Babilônia: e se converteu em habitação de demónios e prisão de todo o espírito imundo, e prisão de toda a ave impura, e prisão de toda a besta impura e abominável”.


1 Pedro 5,13 identifica e define à Babilônia do Novo Testamento como sendo o lugar mesmo em Roma onde está São Pedro, e logo, nos últimos dias, vemos as profecias acerca da caída da Babilônia cumprindo-se incrivelmente em vívidas cores e imagens. Onde? No mesmo lugar em Roma onde acha-se São Pedro. 

domingo, 6 de dezembro de 2015

A IMACULADA CONCEIÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA


Entre todas as festividades que celebra a Igreja em honra da Santíssima Virgem, não há outra que seja mais gloriosa que a celebração da Imaculada Conceição; portanto, nenhuma deveria animar mais a devoção dos fiéis. Nesta festividade nós comemoramos esse primeiro momento em que Maria, saindo da nada, descobriu-se, por uma graça especial, perfeitamente bela aos olhos do seu Criador, quem, havendo-a formado como a obra mais cumprida e mais completa da sua onipotência, e havendo-a enchido ao mesmo tempo de todos os dons, mais liberalmente do que jamais o havia feito em favor de todas as criaturas, encontrou nEla um objeto digno do seu amor e de suas mais doces complacências.

Este primeiro momento, tão infame e tão fatal para todos os homens, porque todos começam sendo filhos da ira desde o momento mesmo em que eles começam sua vida; escravos do demônio assim que os homens, objetos do ódio de Deus ao mesmo sair da nada; este momento é em Maria o começo e origem de todas as bênçãos que Deus pode derramar em uma criatura pura. Este primeiro momento, embaraçoso para todos os homens, é um momento de glória para Ela. Filha do Altíssimo, Herdeira do Céu, Cônjuge digna do Espírito Santo, precioso objeto do amor de Deus, vê todos os filhos de Adão escravos do demônio, herdeiros do Inferno e vítimas da Justiça Divina.


Sim, Santa Virgem, Vós sois toda formosa em todo o curso da vossa vida, sem excetuar um só momento, e jamais há havido em Vós mancha alguma do pecado, nem mortal, ou venial ou original. Somente Maria há sido dispensada, por um privilégio singular e único, daquela lei geral da qual ninguém há sido excetuado. Não por Ti, mas por nós há sido posta esta lei. Maria na sua Conceição foi isenta daquela lei geral, e isto é o que é entendido pela Imaculada Conceição da Santíssima Virgem; isto é, que Maria não teve parte no pecado do primeiro homem, e, portanto, nunca contraiu a mancha do pecado original, que contaminou todos os descendentes de Adão.

Deus, por uma graça muito especial, fez em favor de Maria uma exceção à lei. Somente Ela, por um privilégio tão indicado, não foi envolvida naquele naufrágio universal. Deve ser isenta da lei geral a Virgem Maria, quando trata-se do pecado, diz Santo Agostinho, que não pode sofrer, nem ainda pôr em questão se esteve jamais sujeita ao pecado. O motivo alegado pelo Santo manifesta o seu pensamento ainda melhor. Porque nós sabemos, adiciona este grande doutor, que esta incomparável Virgem recebeu as maiores graças para triunfar inteiramente do pecado, e também mereceu conceber e levar em seu casto ventre Aquele que nunca foi capaz de qualquer pecado.


Isto é o que moveu aos Pais do concílio de Trento para declarar que não era sua intenção entender à Abençoada e Imaculada Mãe de Deus no decreto em que foi tratado o pecado original (sessão 1). Não havendo querido o santo concílio confundi-la com o resto dos homens na lei geral do pecado, quem ousará envolvê-la nesta maldição comum?




Esse é também o motivo que há tido a Igreja, governada pelo Espirito de Deus, para instituir esta festividade especial com o titulo da Conceição de Maria. Destina-se a honrar a graça privilegiada e milagrosa que santificou à Santíssima Virgem no momento em que foi concebida; podendo-se dizer que esta primeira graça é propriamente a que põe a altura à plenitude de graças que Ela recebeu, e da que o Anjo felicitou-a: pois como houvera podido o anjo saudá-la “cheia de graça”, se houvera tido na sua vida um momento no qual Maria houvesse estado privada dela? A Igreja deseja que todos os fiéis juntem seus parabéns neste feriado para comemorar um favor tão ilustre.


Neste feliz momento cumpriu-se nEla, dizem os Pais, o que Deus havia dito à serpente: Ela esmagará tua cabeça (Gn 3.). O pecado original, diz Santo Agostinho, é como a cabeça da serpente diabólica, pois este pecado é o principio fatal pelo qual o demônio faz-se proprietário do homem. Havendo sido Maria liberada da mordedura da serpente em sua Imaculada Conceição por uma graça especial, diz o célebre Jacobo de Valencia, bispo de Crisópolis, foi neste momento quando esmagou-lhe a cabeça; e este privilégio foi o que o fez dizer: Não se alegrará este inimigo sobre mim.

Em virtude dessa predileção A chama a Igreja a Primogênita entre todas as puras criaturas, e lhe aplica estas palavras dos Provérbios: O Senhor me possuiu desde o inicio do seus caminhos. Deus vai protegê-la desde a madrugada, desde o primeiro momento da sua vida. Deus A ajudará no início da manhã, diz o profeta (Sl. 45). O Altíssimo santificou o tabernáculo que escolheu para viver nele. A santidade mais pura deve ornamentar sua casa (Sl. 52). Era adequado, diz Santo Anselmo, que a Virgem que Deus havia escolhido para mãe sua, fosse de tal pureza, que não pudesse imaginar-se outra maior em alguma criatura.


Havendo sido criados os anjos no estado de inocência, a Rainha dos anjos, dizem os Pais, devia ceder-lhes um só momento em santidade? Cómo era possível que a graça que Deus deu para Eva, a primeira mulher que trouxe ao mundo a morte, a nega-se para Maria, que devia dar à luz ao Autor da vida? É verdade, diz Santo Ildefonso, que Ela estava livre de todo pecado original, por Ela não só havemos sido libertados da maldição que havia trazido sobre nós nossa primeira mãe, mas havemos alcançado tudo tipo de bênçãos.   

Pode-se acreditar que aquele Deus que criou a primeira virgem sem pecado, haja negado esse privilégio à segunda, diz Santo Anfilóquio? Se o corpo de Jesus devia ser uma parte do corpo de Maria, diz Santo Agostinho, poder-se-ia imaginar que este Deus de pureza, tão ciumento da inocência e da santidade mais perfeita; que este Deus que tem infinito horror da mancha que deixa o menor pecado, houvesse permitido que o corpo de Maria, do qual devia formar seu próprio corpo o Salvador do mundo, houvesse sido jamais manchado? Não queira Deus, exclama São Bernardo, que cheguemos à idéia de que essa maravilhosa morada, onde o Verbo feito carne habitou nove meses, haja precisado jamais de ser purificada da menor mancha.

Deus disse: faça-se a luz, e a luz foi feita. Esta luz pura, diz São Vicente Ferrer, é a feliz Conceição da Virgem Maria, porque foi feita sem trevas, nem sombra alguma de pecado. Não creiais, continua São Vicente, que a Conceição de Maria haja sido como a nossa. Nós somos concebidos todos em pecado; mas na Conceição de Maria o mesmo foi formar-se o seu corpo e criar-se a sua alma, que ser Ela santificada: e neste mesmo instante, adiciona, por haver-se encontrado toda pura, toda Santa, toda formosa aos olhos de Deus, os anjos no Céu comemoraram, por assim dizer, a festividade da sua Conceição.



(Extrato do livro: Ano cristão ou exercícios devotos para todos os dias do ano. Pelo P. Juan Croisset, C.J. traduzido pelo P. J. F. de Isla, C.J. Ano 1864.)



Informação muito importante para a salvação das almas, visite: www.igrejacatolica.pt